Meu pai Richard
Moris Darci é um desenvolvedor de jogos eletrônicos de ultima geração e recebeu
a proposta de trabalhar em um novo jogo de realidade virtual, é claro que em
outro país. E eu? Eu não poderia ir com ele. Foi ai que ele teve a brilhante
ideia de me mandar morar com sua irmã caçula, a minha tia Agatha Moris Darcy.
Eu me chamo
Aillin Lyn Darci tenho quinze anos, minha mãe faleceu ao me dar a luz, queria
muito a ter conhecido. Eu sou boa aluna ou pelo menos tento ser e faço, ou
melhor, fazia parte do clube de jornalismo do meu antigo colégio como
fotógrafa, mais tive que deixar tudo isso para trás. Foi difícil deixar meu
antigo colégio, meus colegas e minha a prima Ember minha melhor amiga, não faço
ideia de como será estudar em um colégio sem a Ember por perto é ela que sempre
livra minha pele de problemas. Não sei como será minha vida de agora em diante,
mais vou tentar não me preocupar com isso, tenho que me adaptar o mais rápido
possível assim minha estadia aqui não será um fardo nem pra mim e nem para
minha tia que mal conheço.
Meu ônibus enfim
chega à rodoviária da cidade de St. Claire e é aqui que vou descer. Avisto um
carro preto e uma policial. Ela é uma mulher alta de cabelos cor de rosa muito
bonita pra ser policial parecia mais uma modelo ou algo do tipo, será a minha
tia? Meu pai não me disse que ela é policial. Cara! Agora essa de morar com uma
tira? Vou ter que andar na linha agora? Aff! Valeu papai, obrigada por fazer de
minha vida tranquila um inferno militar. Meus pensamentos me apavoram a cada
passo que eu dou me aproximando do carro.
– Sim sou eu,
você é a minha tia Agatha? - Respondi toda apreensiva pensando em sair correndo
daquele lugar.
- Querida você
não está me reconhecendo? Sou eu, sua tia Agatha. Também né você só tinha três
anos de idade quando me viu pela ultima vez e é claro que não se lembraria,
deixe-me te ajudar com as malas e desculpa ter vindo te buscar ainda vestida
meu uniforme, eu acabei de sair de uma emergência. -
Seu sorriso se
apaga ao me dizer isso, ela parece muito preocupada, me pergunto que emergência
seria para tê-la deixado assim pensativa. Ela me parece ser uma boa pessoa,
espero não ser um fardo para ela.
Em questão de
minutos chegamos a casa, onde será a minha casa de agora em diante. O celular
da minha tia começa a tocar e ela atende:
- Agatha
Moris... O quê? Trancaram o caso? Mais por quê? Eu não intendo, o que a perícia
disse... Droga! Ok estou indo para o departamento, obrigada Jeremy. -
– Querida sua
tia vai ter que da uma saída rápida logo estarei em casa, fique a vontade a
final a casa também é sua agora. Até mais tarde querida!-
- Até mais
tarde tia Agatha.
Fiquei
observando o carro sumir do meu campo de visão, depois disso resolvi entrar na
casa. Não vou menti estou muito curiosa com o que deve está acontecendo no
trabalho da minha tia, um caso de emergência... Terá sido um homicídio? Comecei
a bisbilhotar a escrivaninha da minha tia e achei uma pasta com algumas
anotações, deve ser a letra da minha tia, comecei a ler:
14/04/2015
Nome:
Alice Meg Homes.
Idade:
14 anos.
Encontrada
morta na escadaria do colégio Sweent Amoris, a pericia diz que devido seu
problema de labirintite, Alice caiu da escadaria acidentalmente.
22/02/2016
Nome:
Celia Mary Pierce
Idade:
15 anos.
Encontrada
morta no fundo do colégio Sweent Amoris. A aluna caiu ou foi jogada do terceiro
andar do colégio. Aguardando a resposta da pericia...
Me pergunto o
que esses casos tem em comum? Ambas as garotas são do mesmo colégio, será mesmo
que foi acidente? Cara, algo me diz que não. Eu não deveria ter bisbilhotado as
coisas da minha tia agora minha curiosidade está a mil, será que o telefonema
era sobre esse caso da garota Célia? Eu não vou sossegar até saber mais.
Continua...







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